Dizem que para o amor chegar não há dia,
não há hora nem momento marcado para acontecer...
Ele vem de repente...
e instala-se no mais sensível dos nossos órgãos,
o coração...
Começo a acreditar que sim!
Mas percebo também que,
pelo facto deste momento não ser determinado pelas pessoas,
quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores...
Vira tudo às avessas e a confusão instála-se.
Quando duas almas se encontramo que realça primeiro
não é a aparência fisica, mas a semelhança entre elas...
Elas compreendem-se e sentem falta uma da outra...
Entristecem-se por não se terem encontrado antes,
afinal tudo poderia ser tão diferente...
No entanto sabem que o caminho é este
e que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras,
entendessem a tristeza do outro,
a alegria, o desejo,
mesmo estando em lugares diferentes...
Quando almas afins entrelaçam-se
passam a sentir saudade uma da outra,
num processo contínuo de reaproximação
até a consumação...
Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,
mas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol,
caminhar por uma estrada com lindas árvores,
ver a noite chegar, ir ao cinema e comer pipocas,
rir e brincar, brigar às vezes,
mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes,
sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo,
sem que a despedida se faça presente.
Porém muitas vezes elas encontram-se
num tempo e num espaço muito diferentes
daquele que as suas realidades podem permitir.
Mas depois de se encontrarem ficam marcadas,
tatuadas e ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas,
elas jamais conseguirão separar-se.
E o mais importante: terão de se encontrar em algum lugar.
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas
porque entenderão, por si só,
a infinita necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade...
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