Sinto-me só.
O cinzento é vazio.
E o vazio é só.
Só como nunca estive,
Não, como nunca pensei que estivesse.
Racionalmente só
Como acordada de um sonho,
Que ainda todos dormem.
Porque eu sou eu e me prendo
Na solitária da minha identidade.
E não posso ser e não ser ao mesmo tempo.
Só como só eu.
E tu não vens, e eu habituo-me
Á tua ausencia,
E vicio-me no estares por vir
E na tristeza de não te ver.
Como é só
Ter que sentir e reconhecer
Cada novo dia
Que não é para mim mais que vinte e quatro horas.
(E a tristeza que não é mais que vício,
E a alegria que não é mais que ilusão,
E a luz nada mais que reflexo,
E o inspirar ar a que chamo respiração,
Mas que sem ti não é nada.
E que sem ti nada me distância, me separa
Dum ser amorfo, inerte,
Duma pedra inanimada)
E as lembranças não servem,
Estão gastas e acabadas.
E se são estas palavras rídiculas?
São, mas acertadas.
E escrevo isto enquanto me passeio
Por outros mundos e me magoo da tua magoa
E o faço porque assim gosto
De me magoar propositadamente.
E agradeço a quem odeio,
Por me magoar assim perdidamente.
Agora tu...
Tu que não sei quem és,
Tu que procuro sem parar,
Tu que nunca vi na vida e na verdade so me fazes amar
Ou penssando bem …
Ja vi sem sequer ter notado em tempo atrás !!!
Que me mantens só, triste, e acabada,
Vem e me abraça mas diz-me que nunca mais voltaras !!!
Mais um com muita saudade para MIG !!***

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